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Blog de Traição e Casos Extraconjugais
A traição é um tema que preocupa muitas pessoas. Aqui descobre porque acontece, que consequências tem e como lidar com ela.
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A traição raramente surge do nada. Na maioria dos casos é o sintoma de algo que já não funciona há muito na relação. Os motivos são tão variados como as pessoas, mas alguns repetem-se sempre. A necessidade de validação é um dos mais comuns: quem já não se sente visto nem desejado na relação procura essa sensação noutro lado, tanto mulheres como homens. A falta de atenção, de valorização e a sensação de se ter tornado algo garantido levam muitas pessoas a procurar reconhecimento fora da relação. A insatisfação sexual também pesa muito: quando a rotina se instala na cama e ninguém quer mudar isso em conjunto, alguns procuram uma saída. Não é uma justificação, mas é uma explicação. Por vezes, o caso extraconjugal é até uma tentativa inconsciente de terminar a relação. Em qualquer caso, falar é melhor do que agir nas costas do parceiro. A honestidade dói, mas dá a ambos a possibilidade de uma decisão real.
Descobrir que o parceiro traiu é uma das experiências mais dolorosas numa relação. O primeiro impulso é muitas vezes a raiva, seguida da dúvida e da pergunta sobre o que se fez de errado. Uma nota prévia: a traição nunca é apenas culpa de quem foi traído; são sempre duas pessoas responsáveis pelo estado de uma relação. Dá a ti próprio o tempo necessário para organizar os sentimentos antes de decisões precipitadas. Se a relação ainda tem salvação depende de muitos fatores. Se o parceiro teve a coragem de confessar, é pelo menos um sinal de honestidade. Reconstruir a confiança leva tempo e exige vontade real de ambos os lados. Ser apanhado em flagrante é bem mais difícil, porque a humilhação torna o perdão mais duro. Uma conversa esclarecedora é sempre o primeiro passo: fazer perguntas, obter respostas honestas e decidir em conjunto se e como continuar. A vingança raramente ajuda; aposta na comunicação, não na retaliação.
Nem toda a forma de sexo fora da relação é automaticamente traição; depende do que o casal combinou. Cada casal define os seus próprios limites. Para alguns, a infidelidade começa no flirt ou na troca de mensagens íntimas; para outros, só com o contacto físico. Se nunca falaram claramente destes limites, correm o risco de os deslocar sem se aperceberem. As relações abertas são uma alternativa que funciona para alguns casais: ambos sabem e combinaram regras claras. Parece simples, mas exige muita comunicação, confiança e maturidade emocional. Uma relação aberta imposta a um dos parceiros, ou em que um sofre em silêncio, não é uma relação aberta, mas um conflito por resolver. O poliamor, várias relações amorosas com o conhecimento de todos, é outro modelo hoje mais aceite do que há algumas décadas. Não é para toda a gente, mas pode funcionar para quem o escolhe conscientemente. Se pensas em modelos alternativos, fala primeiro abertamente com o parceiro.
A maioria dos casos extraconjugais poderia ser evitada se os casais falassem mais abertamente. Parece simples, mas para muitos é o maior desafio de uma relação. Falar de insatisfação, desejos por cumprir ou necessidades sexuais exige coragem e vulnerabilidade. Muitos evitam estas conversas por medo de magoar o parceiro ou de parecerem exigentes, e o resultado é muitas vezes o contrário do pretendido. Quem não comunica as suas necessidades não dá ao parceiro a oportunidade de responder. A certa altura a pressão é demasiada e a traição acontece. Uma conversa aberta sobre expectativas, desejos e limites é a melhor prevenção. Não se trata de acusar, mas de encontrar soluções em conjunto: mais tempo a dois, mais atenção no dia a dia ou simplesmente falar do que poderia ser melhor na cama. Uma relação baseada na honestidade e no respeito mútuo é bem mais resistente. Trair não resolve problemas, cria novos.